A Equatorial registrou lucro líquido ajustado de R$ 110 milhões no segundo trimestre de 2026, queda de 83,5% em relação aos R$ 668 milhões apurados no mesmo período do ano passado. Em uma comparação que desconsidera o segmento de transmissão, presente na base de 2025, o recuo foi de 80,1%, ante lucro de R$ 553 milhões no segundo trimestre do ano anterior.
A receita operacional líquida da Equatorial cresceu 10,2% na comparação anual, de R$ 12,4 bilhões para R$ 13,7 bilhões. Já o Ebitda ajustado avançou 0,8%, de R$ 2,9 bilhões para R$ 2,9 bilhões.
Um dos principais fatores de pressão sobre o lucro veio do resultado financeiro. O saldo negativo aumentou 23,7%, de R$ 1,3 bilhão no segundo trimestre de 2025 para R$ 1,6 bilhão neste ano. Na visão ajustada, a despesa financeira líquida alcançou R$ 1,7 bilhão, alta de 31,4% ante os R$ 1,3 bilhão negativos registrados um ano antes.
A deterioração foi puxada principalmente pelos encargos da dívida, que cresceram 31,4%, de R$ 1,6 bilhão para R$ 2,1 bilhões. Segundo a companhia, a piora do resultado financeiro refletiu o aumento do endividamento e a maior incidência do IPCA sobre os passivos indexados à inflação.
As despesas também exerceram pressão sobre o resultado. Os custos e despesas operacionais consolidados passaram de R$ 776 milhões no segundo trimestre de 2025 para R$ 1,3 bilhão no mesmo período deste ano, alta de 75,2%.
