Dados divulgados pela Associação Médica Brasileira (AMB) revelaram que o número de cirurgias robóticas no Brasil aumentou 417% entre 2018 e 2022, em comparação com o período de 2009 a 2018. Nesse contexto, o Instituto de Anatomia Robótica e Treinamento (IART) foi inaugurado, em março deste ano, com o objetivo de capacitar médicos por meio de treinamentos com “cadáveres frescos” e tecnologias robóticas.
Os chamados “cadáveres frescos” são corpos preservados por congelamento, e não por formaldeído. Essa forma de conservação permite preservar melhor as estruturas anatômicas do corpo.
Isso possibilita que os profissionais de saúde simulem intervenções cirúrgicas e até procedimentos estéticos de maneira muito mais próxima da realidade. O uso de formaldeído, por sua vez, pode provocar alterações como rigidez dos tecidos, além de mudanças na cor e na textura.
Segundo o especialista Dr. Francisco Castillo, diretor de Ensino e Pesquisa do instituto, o uso de cadáveres frescos permite aos profissionais experimentar a resistência e a consistência reais dos tecidos humanos, algo que não é possível reproduzir da mesma maneira em modelos conservados em formol.
Além disso, o método possibilita uma melhor compreensão tridimensional das estruturas anatômicas, das relações entre elas e das variações individuais de cada corpo.
