A preocupação com contaminantes ambientais cresceu nos últimos anos, mas transformar a gravidez em uma extensa lista de proibições também pode trazer alguns prejuízos. O Ginecologista e especialista em Reprodução Assistida, Dr. Dani Ejzenberg explica como equilibrar segurança alimentar e nutrição adequada desde o início da gestação.
Nas consultas que envolvem infertilidade ou de pré-natal, algumas dúvidas aparecem com frequência: “Preciso parar de comer peixe cru? Os alimentos estão cheios de mercúrio e microplásticos? O que realmente faz mal para o bebê?”
Essas preocupações são compreensíveis. Nunca se falou tanto sobre contaminantes ambientais quanto hoje. Ao mesmo tempo, as redes sociais frequentemente transformam riscos reais em mensagens alarmistas, levando muitas mulheres a restringirem desnecessariamente a alimentação justamente em um período em que a boa nutrição é fundamental.
A ciência mostra que o maior erro, na maioria das vezes, não é consumir determinado alimento, mas deixar de consumir nutrientes importantes por medo.
O problema não é o peixe. É escolher o peixe certo. Poucos alimentos ilustram tão bem esse equilíbrio quanto o pescado. Peixes são excelentes fontes de proteínas, iodo, vitamina D e, principalmente, DHA, um ácido graxo ômega-3 essencial para a formação do cérebro e da retina do bebê. Diversos estudos associam o consumo adequado de peixes de baixo teor de mercúrio a melhores desfechos no desenvolvimento neurológico infantil.
