O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, informou nesta quarta-feira (12) que o número de mortos após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país na última segunda-feira (10) chegou a 265.
Pelo menos 496 pessoas continuam desaparecidas, informou o presidente colombiano durante uma coletiva de imprensa.
“Nossos esforços estão concentrados nos desaparecidos”, disse De La Espriella.
Entenda o que torna os terremotos na região mortais
Enquanto a Colômbia se recupera do fenômeno que matou mais de 240 pessoas apenas algumas semanas depois de mais de seis mil mortes em terremotos gêmeos na vizinha Venezuela, muitos recorreram aos cientistas para entender por que essa série de tremores foi tão mortal.
Placas tectônicas em movimento
A Colômbia e a Venezuela estão localizadas nas fronteiras de várias placas tectônicas em movimento, cujo atrito lento e constante cria um acúmulo de energia que é liberada periodicamente, causando terremotos.
Germán Prieto, geólogo da UNAL (Universidade Nacional da Colômbia), disse à Reuters que o terremoto na Colômbia envolveu o deslizamento da placa de Nazca sob a placa sul-americana, a uma profundidade de cerca de 40 km na crosta terrestre, na região andina.
