O governo brasileiro não interpreta a crise diplomática com os Estados Unidos como uma simples provocação. Segundo apuração da âncora da CNN Débora Bergamasco ao CNN 360°, fontes próximas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demonstram preocupação genuína com a escalada das tensões e avaliam que o Brasil ocupa papel central nesse confronto geopolítico. O analista de Política da CNN Pedro Venceslau comenta o tema.
Um vídeo divulgado pelo Departamento de Estado americano, no qual se afirma que o domínio dos Estados Unidos sobre a América não será mais questionado, é visto pelo entorno do presidente como um sinal concreto das ambições hegemônicas de Washington.
Nos bastidores do governo, esse movimento é comparado a uma releitura da chamada Doutrina Monroe.
De acordo com as fontes ouvidas por Bergamasco, o governo brasileiro avalia que Lula representa um “foco de resistência” às tentativas dos Estados Unidos de ampliar sua influência sobre a América Latina.
A avaliação é de que qualquer projeto de dominação regional que não inclua o Brasil ficaria, nas palavras das próprias fontes, “capenga”, dada a importância geográfica e econômica do país.
A partir dessa lógica, fontes próximas ao presidente levantam a hipótese de que a disputa geopolítica esteja por trás de movimentos americanos em torno do processo eleitoral brasileiro.
