A remoção dos moradores da Favela do Moinho, localizada nos Campos Elíseos, região central de São Paulo, tornou-se um dos temas centrais da disputa eleitoral pelo governo do estado de São Paulo em 2026. A operação, realizada em abril de 2025, gerou um embate público entre o governo estadual e o governo federal, que se estendeu até os debates eleitorais. A apuração é do analista de Política da CNN Pedro Venceslau ao CNN 360°.
A Favela do Moinho ocupava um terreno de propriedade do governo federal, que o cedeu ao governo do estado de São Paulo para viabilizar a operação de remoção.
Segundo Pedro Venceslau, a área era marcada pela forte presença do crime organizado, especialmente do PCC, e funcionava como um ponto de abastecimento de drogas para a região da Cracolândia.
Além disso, o local estava previsto para receber o novo centro administrativo de São Paulo.
A operação foi conduzida pelo governo de São Paulo, com atuação da Polícia Militar para garantir a segurança das equipes de demolição e para assegurar a saída das famílias que ainda resistiam à remoção.
Essa atuação da PM foi alvo de críticas por parte do governo federal. No debate realizado pela TV Bandeirantes, Fernando Haddad (PT) afirmou que Tarcísio de Freitas (Republicanos) deveria ter agradecido ao governo federal pela cessão do terreno, crítica que repetiu em entrevista à CNN, quando também questionou a abordagem da Polícia Militar na operação.
