Um material que antes poderia ser descartado ou enterrado pela indústria do couro agora é transformado em um ingrediente com alto teor de proteína para a indústria de alimentos. A matéria-prima é a derme bovina, camada interna da pele do boi, que passa por processos de transformação e dá origem ao colágeno bovino funcional.
A produção ocorre em uma unidade da Novapron, em Guaiçara, na região de Lins, no interior de São Paulo. A empresa utiliza como matéria-prima um subproduto gerado durante o processamento do couro. Na etapa de ajuste da espessura da pele, realizada no curtume, parte da derme é retirada e encaminhada para a produção de colágeno.
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“Basicamente nós fazemos um processo de concentração de proteína, apenas redução de partícula e secagem, transformando o que antes era descartado na indústria do couro em alimento”, explica o gerente industrial da Novapron, Carlos Henrique.
Segundo Carlos Henrique, o material apresenta no mínimo 98% de proteína após o processamento. Para chegar a esse resultado, a matéria-prima já tratada pelo curtume passa por redução de partículas e, posteriormente, por um processo de secagem que retira praticamente toda a água e concentra a proteína.
O processo industrial leva cerca de duas horas, desde o recebimento da matéria-prima até a obtenção do produto final.
