A pergunta que os líderes de TI no Brasil precisam responder agora não é mais "vamos adotar IA?". A pergunta que define quem sai na frente é outra: como vamos estruturar onde essa IA vai rodar? Essa escolha pode ter implicações significativas para custo, segurança, produtividade e, em setores regulados, conformidade com exigências de privacidade. E ela precisa ser feita antes que a conta chegue.
Uma pesquisa da IDC publicada em abril de 2026 com empresas em cinco países mostrou que 60% das organizações já estão implantando ou pilotando AI PCs, e 70% esperam que a IA agêntica impacte o trabalho de suas equipes nos próximos dois anos. O movimento já começou em escala global. A questão é se as empresas brasileiras vão liderá-lo ou reagir a ele. Equipar as equipes com dispositivos prontos para IA é uma decisão de infraestrutura, e o PC corporativo deixou de ser apenas uma ferramenta de trabalho para se tornar parte ativa da arquitetura de IA da empresa.
O custo que cresce invisível
Empresas que escalaram o uso de IA sem uma estratégia de implantação estão descobrindo um problema: o custo por token de nuvem parece irrelevante no início, mas se torna um obstáculo operacional real quando equipes inteiras passam a depender de ferramentas de IA no dia a dia. Esse custo é recorrente, cresce com o uso e é difícil de prever no planejamento orçamentário.
O processamento local inverte essa lógica. O investimento em hardware é pontual.
