Criminosos cibernéticos estão usando cada vez mais a IA (Inteligência Artificial) para aprimorar golpes, criar conteúdos falsos e até invadir sistemas.
Nos Estados Unidos, as vítimas perderam mais de US$ 893 milhões em crimes relacionados ao uso de IA no ano passado, segundo dados do FBI.
O avanço da tecnologia também tem levantado preocupações dentro da própria indústria. No início deste mês, a OpenAI informou que um teste de inteligência artificial saiu do controle e atacou sistemas além do Hugging Face, plataforma que inicialmente parecia ser a única vítima do incidente em um laboratório virtual.
A Anthropic também revelou que agentes de IA conseguiram acessar a internet durante testes e invadir sistemas de outras empresas.
Embora os episódios não tenham resultado no comprometimento de dados de clientes, os casos reacenderam o debate sobre os riscos do uso de agentes autônomos e sobre a segurança dos sistemas conectados à internet.
Para o neurocientista e especialista em inteligência artificial Álvaro Machado Dias, a tecnologia já deixou de ser apenas uma possibilidade para os criminosos e passou a ser uma ferramenta efetiva.
“No crime, a inteligência artificial já funciona de verdade.
