O JPMorgan, maior banco dos Estados Unidos, reduziu sua recomendação para investimentos no Brasil, passando de “compra” para “neutro”. Na prática, a instituição deixou de indicar o mercado brasileiro como uma das principais apostas para investidores internacionais, embora não recomende a retirada de recursos do país.
A mudança foi divulgada em relatório enviado a clientes e reflete uma avaliação mais cautelosa sobre o desempenho da economia brasileira nos próximos meses. Segundo o banco, parte do potencial de valorização dos ativos brasileiros já foi alcançada, enquanto aumentaram os riscos relacionados ao ambiente político e às contas públicas.
Banco demonstra desconfiança
Na classificação anterior, o Brasil estava na categoria conhecida como overweight, utilizada quando os analistas acreditam que um país tem boas chances de render acima da média em comparação com outros mercados. Agora, ao passar para “neutro”, a recomendação indica uma postura de espera, sem expectativa de desempenho significativamente melhor ou pior que o restante dos mercados emergentes.
Entre os fatores que pesaram na decisão estão as incertezas sobre a trajetória da dívida pública, o debate em torno dos gastos do governo e o cenário eleitoral de 2026, que tende a aumentar a volatilidade dos investimentos.
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A decisão do JPMorgan não significa que o banco espera uma crise econômica no Brasil.
