O Discord classificou como "prematura" a decisão da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) de suspender as transmissões ao vivo na plataforma, de acordo com informações do jornal Folha de S.Paulo. A empresa afirma que recebeu o processo na última sexta-feira, 7, e ainda estava dentro do prazo para apresentar sua manifestação à autoridade.
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Em nota enviada ao jornal, o Discord disse estar "desapontado" com a medida e afirmou que mantinha diálogo ativo com o governo. A plataforma também contestou a caracterização feita pela ANPD sobre sua atuação: "Não reflete a plataforma que construímos nem os investimentos que temos feito na segurança dos usuários".
A fiscalização da ANPD busca apurar possíveis falhas do Discord no cumprimento de obrigações previstas no ECA Digital relacionadas à proteção de crianças e adolescentes. A suspensão das lives, determinada nesta quarta-feira, 12, foi motivada pela morte de uma jovem de 13 anos que teria sido induzida por outros adolescentes à automutilação e ao suicídio em cenas exibidas pela plataforma.
Em sua manifestação, o Discord afirmou que investigou e derrubou o servidor privado no qual indivíduos incentivavam a automutilação. A empresa explicou que abriu o servidor apenas para convidados e que sua equipe removeu a página logo depois da criação, antes de a adolescente morrer.
