A crise de sustentação econômica do transporte público brasileiro virou o principal obstáculo para a recuperação da mobilidade urbana, com menos passageiros, redução da oferta de viagens e dificuldade para renovar as frotas.
Durante o CNN Talks - Futuro da Economia da Mobilidade, evento realizado pela CNN Brasil nesta quarta-feira (12), executivos defenderam uma reorganização das fontes de custeio e financiamento do setor, com maior participação do poder público, para interromper a deterioração do serviço e abrir espaço para um novo ciclo de investimentos.
Para a diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciana Aparecida da Costa, o país tem a oportunidade de reproduzir na mobilidade urbana um movimento semelhante ao que ocorreu no saneamento após a aprovação do novo marco legal do setor, em 2020.
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Na avaliação da executiva, a criação de uma estrutura mais clara de financiamento e repartição de responsabilidades poderia destravar investimentos e dar previsibilidade aos projetos de transporte coletivo.
“Precisamos fazer o círculo virtuoso que criamos no saneamento, rodovias e em outros setores de infraestrutura”, afirmou Costa.
