Por meses, boa parte das atenções do agronegócio brasileiro esteve voltada para o Executivo norte-americano. A investigação da Seção 301, as audiências realizadas em Washington e a possibilidade de novas tarifas colocaram o USTR no centro das preocupações de empresas e entidades exportadoras.
A decisão final trouxe algum alívio para importantes cadeias. Embora os Estados Unidos tenham imposto uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros, a lista definitiva preservou setores relevantes do agro. Café, carnes, suco de laranja, frutas e parte da cadeia de celulose ficaram fora das novas sobretaxas.
O resultado mostrou a importância da atuação técnica e setorial. Ao longo da investigação, empresas e entidades precisaram demonstrar não apenas os prejuízos que uma tarifa causaria ao Brasil, mas o impacto que ela provocaria dentro dos próprios Estados Unidos: na oferta, nos custos das indústrias, na substituição de fornecedores e, em última instância, no preço pago pelo consumidor americano.
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Para a carne bovina brasileira, estar entre as exceções poderia indicar o encerramento de um período de incerteza. Mas, em Washington, escapar de uma barreira não significa necessariamente estar fora do jogo.
Enquanto o Executivo definia quais produtos seriam atingidos pela Seção 301, o Legislativo avançava em outra frente.
