Pesquisadores da Universidade de Missouri encontraram evidências de que estrelas não se formam sempre nas mesmas proporções. A relação entre estrelas grandes e pequenas parece mudar conforme o ambiente onde elas surgem.
O resultado coloca em discussão uma regra usada há décadas para estudar galáxias distantes. Publicado no The Astrophysical Journal Letters, o estudo também pode ajudar a entender observações feitas pelo telescópio James Webb.
A “régua” usada pelos astrônomos
A questão está na função de massa inicial (IMF, na sigla em inglês). O modelo serve para estimar quantas estrelas pequenas e pouco brilhantes existem em uma galáxia a partir das estrelas mais luminosas que os astrônomos conseguem observar.
Essa abordagem é usada há mais de 50 anos. O problema é que ela parte da ideia de que as estrelas nascem seguindo proporções semelhantes em diferentes lugares do Universo.
“Uma das premissas básicas da astronomia pode ser simplificada demais. Outras galáxias não estavam desafiando as leis da física, estávamos medindo-as com a régua errada.
Charles Steinhardt, professor de astronomia e coautor do estudo, em nota.
A diferença apareceu nos aglomerados
Os pesquisadores recorreram a dados da missão Gaia, da Agência Espacial Europeia (ESA), que mapeou quase 2 bilhões de estrelas da Via Láctea.
A análise se concentrou em aglomerados estelares: grupos cujas estrelas se formaram em condições semelhantes.
