A empresa responsável pelo Discord comentou oficialmente a decisão do governo brasileiro de suspender as transmissões ao vivo na plataforma. O bloqueio do recurso foi determinado nesta quarta-feira (12) pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e gerou descontentamento por parte da companhia.
"Estamos desapontados com o fato de a ANPD ter adotado essa medida de forma prematura, uma vez que recebemos o processo na sexta-feira (7) e ainda estávamos dentro do prazo aplicável para apresentar nossa resposta", diz a companhia no posicionamento enviado ao TecMundo. Ela ainda alega que mantém "um diálogo ativo" com a ANPD e aguardava a oportunidade de se manifestar.
O Discord alega ainda que está "cuidadosamente analisando" a medida. Ela faz parte de uma investigação iniciada após uma manifestação da primeira-dama, Janja da Silva, que chegou a pedir que o serviço saísse totalmente do ar depois de mais um incidente de violência envolvendo o serviço.
O incidente em questão foi revelado após uma operação policial, que descobriu ações de um grupo criminoso em plataformas digitais que causaram a morte de uma adolescente de 13 anos em Mato Grosso do Sul.
