BRASIL - O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ampliou a equipe de defesa e determinou uma nova busca em documentos para tentar apresentar uma terceira versão de uma delação premiada à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR). As duas propostas anteriores foram rejeitadas por investigadores por não apresentarem novos elementos de prova.
Preso há cinco meses, Vorcaro recebe advogados diariamente na cela de 65 metros quadrados que ocupa na Papudinha, em Brasília. A defesa busca convencer as autoridades de que o banqueiro está disposto a colaborar com as investigações.
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O criminalista Daniel Bialski foi a contratação mais recente e solicitou uma audiência com o ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). A defesa também pretende pedir mais tempo para conversar diariamente com Vorcaro.
Defesa procura novas provas
Por determinação de Vorcaro, os advogados passaram a procurar mensagens, e-mails, contratos e dispositivos eletrônicos que ainda não tenham sido analisados pelos investigadores. O banqueiro teve oito celulares apreendidos em diferentes fases da Operação Compliance Zero.
A estratégia é encontrar documentos que possam confirmar linhas de investigação já existentes ou abrir novas frentes de apuração.
Ao mesmo tempo, a defesa pretende sustentar que os fundos do Banco Master não eram inflados por ativos podres, como apontam as investigações.
