O governo do presidente Donald Trump solicitou novamente, nesta quarta-feira, que a Suprema Corte dos EUA intervenha para implementar integralmente seu decreto presidencial que restringe o uso de cédulas eleitorais enviadas pelo correio antes das eleições de meio de mandato de novembro, que decidirão o controle do Congresso.
O Departamento de Justiça apresentou um pedido solicitando aos juízes que suspendam uma decisão proferida na terça-feira pela juíza federal Indira Talwani, em Boston, que impede o Serviço Postal dos EUA de aplicar em todo o país as regras mais rígidas da diretiva para a votação por correspondência.
Trump, do Partido Republicano, assinou seu decreto em março, após anos pedindo restrições ao voto por correspondência e divulgando a alegação falsa de que sua derrota nas eleições de 2020 foi resultado de uma fraude eleitoral generalizada.
A decisão de Talwani na terça-feira, em uma ação movida por vários grupos de defesa do direito ao voto e representados pela União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), amplia efetivamente uma ordem anterior que ela emitiu em junho, impedindo a aplicação do decreto de Trump em 23 Estados, a maioria governados por democratas, e na capital Washington, que também haviam contestado a medida como inconstitucional.
O governo já solicitou à Suprema Corte que suspenda a decisão de junho.
