Há pouco, durante um programa de rádio da Assembleia de Deus Madureira, o bispo Samuel Ferreira fez críticas duras à canção Reascende a Chama. O líder de Madureira chegou a chamá-la de “lixo” e orientou a mocidade das igrejas do ministério a não cantarem o louvor nos cultos.
Mas, vejamos o que diz essa canção:
“Porque pararam de falar do Céu
E só se fala em bens materiais
Mas eu sei que dentro da igreja
Existe uma igreja espiritual
Levanta essa geração
Desperta, igreja, em oração
Faz arder de novo
Reacende o fogo
Levanta essa geração
Traz de volta a visão
Onde tudo começou
De volta ao primeiro amor
Reacende a chama
Vem nos restaurar
Como em Atos 2.”
Bom, a música é de viés pentecostal, e com alguns chavões relativos a esse segmento evangélico, que particularmente não subscrevo.
Entretanto, apesar disso, ela combate claramente algumas práticas comuns há algumas igrejas como: a falta de pregação sobre o céu; a volta de Cristo, o abandono da oração e a santificação; o esfriamento do amor, isso sem falar que ela combate o foco em prosperidade e bençãos materiais.
Veja bem, a música funciona como uma denúncia contra o materialismo, o pragmatismo e a superficialidade que tem contaminado parte do evangelicalismo brasileiro.
Soma-se a isso que a ênfase da canção não agrada aos adeptos da funesta teologia da prosperidade, o que justifica a indignação.
Por fim, afirmar que música é um “lixo” é um erro, além de um exagero que deve ser evitado.
