A menos de dois meses do primeiro turno das eleições gerais no país, a Bolsa de Valores do Brasil (B3) enfrenta um período de incerteza e turbulência marcado pela fuga dos investidores, em meio à piora na percepção sobre o risco fiscal e aos temores relacionados aos rumos da economia em um eventual quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a partir de 2027.
Apenas na última segunda-feira, 10, os investidores estrangeiros retiraram R$ 1,7 bilhão em recursos no segmento secundário da B3, de ações já listadas. O mercado secundário é o ambiente no qual os investidores compram e vendem ativos financeiros diretamente entre si (como ações, títulos públicos e debêntures) depois da emissão inicial, garantindo liquidez ao sistema.
Com o resultado do dia 10, esse segmento da B3 acumulou cinco sessões consecutivas em que houve mais saída do que entrada de recursos. No acumulado do mês, o déficit da categoria já soma R$ 7,2 bilhões.
Ainda não foi divulgado o resultado do pregão da última terça-feira, 11, dia em que o Ibovespa - principal indicador do desempenho das ações negociadas na Bolsa brasileira - tombou 2,55%. O dado deve ser apresentado pela B3 na quinta-feira 13.
A movimentação dos últimos dias fez com que o EWZ, principal fundo de índice de ações brasileiras negociado em Nova York, voltasse a ficar abaixo da média móvel de 200 dias e interrompendo uma tendência de alta.
