A ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados) determinou, nesta quarta-feira (12), a suspensão das transmissões ao vivo do Discord em território brasileiro. A medida tem prazo de três dias úteis para ser aplicada e foi motivada por preocupações com a segurança de crianças e adolescentes na plataforma.
Em entrevista ao Bastidores CNN desta quarta-feira (12), Iagê Miola, diretor da ANPD, esclareceu que a decisão não encerra o processo de investigação aberto contra o Discord.
Na última sexta-feira (7), a ANPD instaurou um processo de investigação para apurar falhas da plataforma na proteção de crianças e adolescentes, após a divulgação dos resultados da Operação Lívia, que detectou casos preocupantes de incitação à automutilação e ao suicídio no âmbito do Discord.
Na segunda-feira (10), a agência obteve informações diretamente da plataforma, e, na terça-feira (11), convocou a empresa para uma reunião presencial.
“A partir desse conjunto de informações e evidências, a área técnica da ANPD chegou à conclusão de que há uma funcionalidade específica dentro da plataforma Discord que representa um altíssimo risco para crianças e adolescentes“, afirmou Miola.
A funcionalidade “Go Live”
Miola explicou que o Discord oferece diferentes recursos, como canais de texto, chats de voz e transmissões ao vivo públicas. A funcionalidade identificada como de maior risco, denominada “Go Live”, permite realizar transmissões de vídeo em servidores privados.
