O diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Ailton de Aquino, afirmou à Polícia Federal (PF) que a autarquia enfrentou “vazamentos sistemáticos de informações internas” durante a fiscalização do Banco Master e disse que ele e o presidente do BC, Gabriel Galípolo, “não confiavam em ninguém naquele momento”.
O relato foi prestado em depoimento sigiloso em 25 de maio, no âmbito da investigação sobre suspeitas de corrupção envolvendo os servidores Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza. As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.
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Aquino foi ouvido como testemunha para esclarecer a conduta dos dois servidores na fiscalização do Master. Segundo ele, Galípolo comunicou diretamente a suspeita de que ambos teriam recebido valores de Daniel Vorcaro, então controlador do banco.
O diretor afirmou que sabia que Santana e Neves de Souza mantinham contato direto com Vorcaro, mas considerava a relação compatível com a necessidade de obter informações para a fiscalização. Ele disse não saber, contudo, que os servidores antecipavam ao banqueiro questionamentos da equipe do BC e o auxiliavam na preparação das respostas. “Não é comum por parte do fiscal”, afirmou.
