Corações, estrelas, flores e até cerejas. O que antes era motivo de desconforto e pressa para esconder sob camadas de maquiagem, hoje virou um acessório de autocuidado entre os jovens.
Os chamados acne patches (ou adesivos de espinha) tornaram-se uma verdadeira febre entre os jovens das gerações Z e Alpha, que assumiram o tratamento de suas imperfeições cutâneas de maneira colorida.
Mas afinal, como essas pequenas películas funcionam, e o que dizem os especialistas sobre essa tendência de cuidados com a pele?
Os adesivos mais comuns e tradicionais no mercado são compostos de hidrocolóide.
“Eles ajudam a secar a lesão que já existe porque criam um ambiente que fica ali fechadinho, facilitando a cicatrização e também ajudando o paciente a não manipular as lesões”, explica Alessandra Romiti, médica dermatologista e assessora do Departamento de Cosmiatria da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia).
Ao isolar a espinha, o curativo desempenha múltiplas funções protetoras e restauradoras:
Absorve as secreções acumuladas na lesão;
Auxilia na cicatrização mais rápida da pele;
Protege a região, reduzindo o contato com impurezas externas;
Evita mexer ou espremer a espinha, impedindo o agravamento da inflamação.
De acordo com Romiti, esses adesivos funcionam melhor em acnes mais inflamatórias, como quando há uma “bolinha de pus” ou quando a lesão está com “casquinha”, ajudando na cicatrização.
