As taxas dos contratos de DI chegam ao início da tarde desta quarta-feira (12) em alta, depois de começarem o dia em baixa.
Investidores se dividem entre a perspectiva crescente de que os juros dos Estados Unidos seguirão estáveis em setembro, o que traz alívio à curva de juros, e os indícios de que há um movimento de redução na exposição a ativos do Brasil, que tem o efeito oposto.
André Shiokawa, gestor de renda fixa e moedas da Asset1, ressalta que desde a semana passada há indícios de que os investidores estão diminuindo os riscos associados ao Brasil conforme as eleições se aproximam. A campanha eleitoral começa oficialmente em 16 de agosto, próximo domingo, e a votação será em 4 de outubro.
Rodrigo Franchini, especialista de soluções de investimentos na Monte Bravo, disse que a abertura da curva reflete a leitura do mercado de ausência de melhora significativa no risco relacionado ao Brasil dadas as incertezas no quadro fiscal e de política monetária.
Pela manhã, as taxas de DI chegaram a cair após dados mostrarem que a receita real do setor de serviços ficou estável em junho ante maio - acima do previsto (-0,2%), mas com maior disseminação de taxas negativas, com queda em quatro dos cinco setores pesquisados.
