A China enfrenta eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes, como ondas de calor intenso, tufões, inundações severas e períodos prolongados de seca.
Fenômenos como o El Niño podem intensificar esses eventos e alterar o regime de monções, ventos sazonais que mudam de direção de acordo com a época do ano. Ao mesmo tempo, o país é o maior emissor global de gases de efeito estufa, impulsionado por uma economia ainda fortemente dependente do carvão e pelo rápido crescimento industrial, segundo dados citados pelo Brics.
Em meio a esse cenário, a China vem ganhando espaço em uma nova frente tecnológica: o uso de IA (Inteligência Artificial) para aprimorar a previsão do tempo.
Enquanto os meteorologistas acompanhavam a trajetória do tufão Dolphin em direção ao país nos últimos dias, uma nova geração de modelos meteorológicos baseados em IA passou a atuar em conjunto com os sistemas tradicionais, destacando o avanço chinês na corrida para tornar as previsões mais rápidas e precisas.
Entre os sistemas desenvolvidos na China estão o Fengwu, criado pelo Laboratório de Inteligência Artificial de Xangai; o Pangu-Weather, da Huawei; e o FuXi, desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Fudan.
Segundo pesquisadores, esses modelos estão entre os sistemas de previsão meteorológica por IA capazes de produzir resultados em menos tempo do que os métodos convencionais e, em alguns indicadores, alcançar ou superar a precisão dos modelos tradicionais.
