O jornalista maranhense Luís Pablo afirmou, nesta quarta-feira, 12, durante entrevista ao programa Oeste com Elas, que não pretende interromper seu trabalho diante das operações que atingiram seus equipamentos e sua fonte. “Eu não vou me calar, vou continuar no meu papel de informar a população”, declarou.
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Para o jornalista, o caso pode criar um precedente para profissionais de imprensa em todo o país. Ele afirmou que a apreensão de seus equipamentos permitiu a identificação de sua fonte e classificou a medida como uma violação do sigilo jornalístico.
“O que está acontecendo comigo não é só um risco pra mim", disse. "O que está acontecendo comigo pode acontecer com qualquer pessoa."
"Eles estão querendo me fazer de exemplo em que não se pode falar de ministro do STF", continuou. "Estão querendo dizer que o que acontece é isso, o resultado é esse: se denunciar um ministro do STF, a pessoa vai na sua casa, pega seus equipamentos e quer saber quem está passando a informação."
A investigação começou depois que Luís Pablo denunciou, em novembro de 2025, que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), utilizava carro do Tribunal de Justiça do Estado para atividades de lazer. O jornalista também publicou que a família de Dino também usava o veículo.
De acordo com a Polícia Federal (PF), quem repassou essas informações para Pablo foi Raimundo Cutrim.
