Enquanto a Colômbia se recupera de um dos terremotos mais fortes de sua história, que matou mais de 200 pessoas apenas algumas semanas depois de mais de seis mil mortes em terremotos gêmeos na vizinha Venezuela, muitos recorreram aos cientistas para entender por que essa série de tremores foi tão mortal.
Placas tectônicas em movimento
A Colômbia e a Venezuela estão localizadas nas fronteiras de várias placas tectônicas em movimento, cujo atrito lento e constante cria um acúmulo de energia que é liberada periodicamente, causando terremotos.
Germán Prieto, geólogo da UNAL (Universidade Nacional da Colômbia), disse à Reuters que o terremoto na Colômbia envolveu o deslizamento da placa de Nazca sob a placa sul-americana, a uma profundidade de cerca de 40 km na crosta terrestre, na região andina.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos estimou a magnitude do terremoto de segunda-feira (10) em 7,4, com epicentro a uma profundidade de 100 km, em comparação com as magnitudes de 7,2 e 7,5 dos terremotos do final de junho na Venezuela, a uma profundidade menor, inferior a 20 km.
A profundidade do epicentro do terremoto na Colômbia fez com que os tremores fossem sentidos até no Panamá, mas deu à energia mais espaço para se dissipar, evitando um desastre muito pior.
“A Colômbia é um país sísmico e temos que estar preparados para esses desastres naturais”, disse Prieto.
