Existem filmes que deixam claro que são ruins antes mesmo do lançamento, e está tudo bem. Às vezes, é bom assistir a algo que permita desligar a mente. O problema é que A Última Casa se apresenta como um bom filme, mas é terrível.
O longa de suspense foi escrito por Matthew Robinson, dirigido por Louis Leterrier e lançado pela Netflix no último dia 7. A produção rapidamente conquistou o interesse do público brasileiro por ser protagonizada por Wagner Moura.
O que poderia ser uma estreia capaz de ajudar o ator de sucesso a se consolidar ainda mais depois do renomado sucesso internacional de O Agente Secreto acabou se tornando um fiasco. Moura, como sempre, está ótimo em sua performance. O que atrapalha tudo é… Bem, todo o resto. Confira a crítica do Minha Série abaixo.
Uma zona completa
A pior parte do filme é o roteiro, que acaba prejudicando toda a obra. O começo até apresenta uma proposta interessante, mas ela é mal executada desde os primeiros minutos. Os personagens mal são apresentados e os acontecimentos se sucedem rapidamente, sem dar tempo para que o público crie qualquer identificação com aquelas pessoas. Essa pressa também prejudica a construção emocional das cenas: o personagem surta antes do necessário e se mostra calmo justamente quando o surto deveria começar, por exemplo.
As atuações de Wagner Moura e Greta Lee são boas, mas não há performance que consiga compensar um conjunto tão ruim.
Além disso, a própria história não convence.
