O setor de serviços brasileiro ficou estável em junho na comparação com o mês anterior e encerrou o segundo trimestre contrariando expectativa de economistas de nova queda, mas corroborando tendência de enfraquecimento da economia.
O volume de serviços apontou alta de 2,0% em junho em relação ao mesmo período de 2025, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (12) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Os resultados foram melhores do que as expectativas em pesquisa da Reuters com economistas de recuo de 0,2% no mês e de alta de 1,4% na base anual.
Após alta de 1,2% em abril e queda de 0,2% em maio, o setor de serviços encerrou o segundo trimestre com ganho de 0,4% ante os três meses anteriores, quando teve recuo de 0,5%, segundo os dados do IBGE.
Ele ainda está 0,3% abaixo do topo da série histórica, alcançado em outubro de 2025.
“Há uma clara acomodação do setor de serviços, mas bem perto do auge da série”, disse Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa no IBGE, descartando uma mudança de trajetória por enquanto.
Se de um lado medidas do governo de estímulo ao consumo e o mercado de trabalho aquecido favorecem a economia, de outro a política monetária restritiva pesa sobre a atividade, com a taxa básica de juros Selic agora em 14,0%.
“De modo geral, vemos o setor de serviços seguir a tendência geral da atividade econômica, que é de moderação.
