SÃO LUÍS -Nos bastidores da política e mesmo nas redes sociais é possível perceber o quanto as posições políticas no Maranhão andam misturadas. Em alguns casos, o que mais se percebe é que o modo “salve-se quem puder” foi ligado. Quem é Lula é Bolsonaro também e vice-versa dependendo da conveniência do momento. Isso ocorre, por exemplo, com o deputado André Fufuca (PP) e seu agora amigo político, Lahesio Bonfim (Novo). Os dois são candidatos ao Senado e “acendem velas” para santos diferentes na política. Ou, pelo menos, assim dizem.
Ainda quando pré-candidato ao governo, Bonfim afirmava que nunca iria se aliar a um político que tivesse qualquer ligação com a chamada esquerda. Já Fufuca fez várias vezes juras de amor ao presidente Lula, que é de esquerda e de quem o deputado foi ministro. Chegou a eleição e as juras de amor e as juras de ódios foram esquecidas.
Outro exemplo ocorre com os chamados dinistas. Remanescentes do grupo de Flávio Dino, eles passaram o governo de Bolsonaro destilando ódio contra a chamada direita. Nas eleições de 2022, atuaram fortemente para livrar o Brasil das trevas, como afirmavam na época.
Quatro anos depois e com cargos e espaços de poder a menos, os dinistas não se importam mais com as “trevas da direita”. Fizeram de tudo (e ainda fazem) em prol da candidatura de Eduardo Braide (PSD), que tem sua chapa bem bolsonarista.
E o que falar de Felipe Camarão, candidato ao governo pelo PT?
