Enquanto planejava o que compartilhar esta semana com vocês, caros leitores do Pleno.News, me lembrei de quando, recém-formada em Letras, comecei a dar aulas. Não sei quantos professores de português vão se identificar comigo, mas a verdade é que eu não estava preparada, não naquele tempo, para descobrir que seria considerada uma espécie de dicionário ambulante.
Lembro que, muitas vezes, eu suava para acalmar uma classe de crianças pouco quietas e, sim, extremamente enérgicas, buliçosas… ou aquele adjetivo que lembra aquele moço feio. Era um custo! Até que, assim que conseguia, ufa! Alegria! Mas aí o interfone da sala tocava. Eita! Quem era? A secretária, ou a orientadora, ou a bibliotecária… sempre alguém que queria conferir: “Oi, professora, desculpe incomodar, mas como se escreve exceção mesmo?”.
Eu suspirava, sorria, suspirava de novo. E, por ser muito nova, não falava o que pensava, risos. Claro, e respondia. Hoje, com mais maturidade, eu diria: “Abra o dicionário… ajude e salve a professorinha, por favor!”.
Eu sei, já disse isso e vou continuar dizendo: faça do dicionário o seu amigo. Ele é um grande e bom aliado. Sempre! Até porque, há palavras no nosso bom português que são campeãs de escrita errada. Mas, ainda assim, elas precisam ser escritas corretamente.
Claro, em tempos de ChatGPT, Claude, Gemini e tantos outros, periga a gente deixar o serviço com eles e pronto.
