A Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados deve ouvir nesta quarta-feira, 12, o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, sobre a posição do governo brasileiro em relação à classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos.
O convite foi motivado pela decisão anunciada pelo governo norte-americano em 28 de maio. A medida passou a vigorar oficialmente em 5 de junho e incluiu as duas facções brasileiras na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras.
+ Entenda mais sobre Política em Oeste
Horas antes do anúncio dos EUA, Amorim havia declarado, durante um encontro internacional de segurança na Rússia, que “equiparar o crime organizado ao terrorismo não é útil”. A afirmação passou a ser questionada por deputados que defendem esclarecimentos sobre a posição do Executivo.
Governo rejeita classificação de facções como terroristas
Em nota divulgada na época, o governo brasileiro afirmou que o combate ao PCC e ao CV é uma “prioridade” e um “combate permanente”. Segundo o Executivo, as organizações têm como objetivo “obter lucro através do crime, especialmente pelo tráfico de drogas e armas”.
A avaliação oficial é que esse tipo de atuação “não pode ser confundido com o tipo de ação por motivos ideológicos, políticos e religiosos do terrorismo internacional”.
