A Coreia do Sul colocou a Lua no centro de uma ambiciosa estratégia para ampliar sua presença no espaço. O governo de Seul estabeleceu 2030 como prazo para uma missão nacional de pouso lunar, em um plano que também prevê uma segunda missão quatro anos depois.
A meta faz parte de uma agenda anunciada nesta quarta-feira (12) pelo presidente Lee Jae Myung, durante uma reunião na Casa Azul. O projeto reúne sete áreas consideradas estratégicas para criar novas fontes de crescimento além dos semicondutores e da inteligência artificial.
A iniciativa prevê ainda avanços em reatores nucleares de pequeno porte, fusão, energia renovável, computação quântica, biotecnologia e cadeias de minerais críticos. A intenção do governo é transformar essas áreas em ativos estratégicos capazes de sustentar a competitividade sul-coreana nas próximas décadas.
Da Lua à computação quântica: o plano sul-coreano para a próxima década
O programa, batizado de “Sete Grandes SEED”, foi apresentado como uma resposta aos desafios econômicos e demográficos enfrentados pelo país. Com a redução da população em idade ativa e uma perspectiva de crescimento potencial mais lento, Seul pretende antecipar investimentos em setores que possam se tornar decisivos para a economia e para a segurança nacional.
No setor espacial, o calendário é particularmente agressivo. A primeira missão lunar planejada pelo país deverá ocorrer em 2030, seguida por uma nova operação em 2032.
