O laboratório de cibersegurança A Security descobriu uma brecha de grandes proporções no Zoom. A vulnerabilidade em um dos programas mais usado para videochamadas por empresas e usuários individuais de todo o mundo era considerada grave.
Batizada de Zoomsday, a ameaça afetava todos os sistemas operacionais para os quais o serviço está disponível: Windows, macOS, Linux, Android e iOS. Basicamente, ela permitia a um invasor mal intencionado até mesmo assumir o controle de outros dispositivos de pessoas que estivessem na mesma videochamada.
As brechas que permitiam a exploração denunciada foram corrigida pela desenvolvedora por meio de atualizações no sistema do Zoom. Isso aconteceu nesta terça-feira (11), antes da divulgação das informações sobre o caso.
O ataque silencioso no Zoom
A vulnerabilidade em questão é um bug de correção de memória que explora o recurso de anotações do Zoom. Essa é a função que permite a uma pessoa desenhar ou escrever na tela enquanto ela é compartilhada com os demais participantes.
Esses elementos são exibidos a partir de um protocolo que estabelece conexão direta entre os usuários que estão na chamada. Ao conseguir acesso a esses códigos, foi possível injetar códigos maliciosos no fluxo de dados, permitindo o acesso a múltiplos dispositivos em uma mesma ligação em andamento.
Como o protocolo é compartilhado pelos diferentes sistemas operacionais suportados pelo Zoom, todas as plataformas estariam vulneráveis ao ataque.
