A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que autorizou buscas contra o ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão Raimundo Cutrim, apontado como fonte do jornalista Luís Pablo, levantou questionamentos entre especialistas sobre os limites da atuação do Estado diante da garantia constitucional do sigilo da fonte.
Houve ponderações e críticas devido ao impacto que a medida tem na atividade jornalística. Os especialistas acrescentaram que as fontes podem se sentir intimidadas e desencorajadas a repassar informações porque a Justiça desrespeita um preceito previsto na Constituição.
O caso envolve reportagens publicadas por Luís Pablo sobre o suposto uso de veículos oficiais do TJ-MA (Tribunal de Justiça do Maranhão) pela família do ministro Flávio Dino, também integrante do STF. A medida contra Cutrim foi solicitada pela PF (Polícia Federal) e recebeu aval da PGR (Procuradoria-Geral da República).
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O jornalista já havia sido alvo de uma operação em março, quando Moraes autorizou a apreensão de celulares e computador na residência dele. Na ocasião, o ministro apontou a existência de indícios do crime de perseguição e mencionou que as publicações poderiam ter permitido a identificação de informações relacionadas à segurança de autoridades.
