Efraín Gallego fala à BBC Mundo, visivelmente emocionado.
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Efraín Gallego não perde a esperança de que encontrem seu irmão com vida, embora, ao falar dele, preso sob os escombros de um edifício, sua voz fique embargada e ele precise engolir em seco até se recompor.
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"É angustiante. Cada vez que há um alerta de que uma pessoa está viva, renasce em mim a esperança de encontrá-lo", me diz Gallego, emocionado.
Seu irmão, de 80 anos, ficou soterrado junto com a esposa quando o edifício Torres del Limonar desabou, em Cali.
O imóvel se tornou símbolo da tragédia nesta cidade, que, com dois milhões de habitantes, é a terceira mais populosa do país e uma das mais atingidas pelo terremoto que sacudiu a Colômbia na segunda-feira.
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Das mais de 180 mortes contabilizadas até o momento no país, pelo menos 95 ocorreram em Cali, segundo informou o prefeito, Alejandro Éder.
O gesto de levantar os braços significa que todos devem permanecer em silêncio para ouvir os sobreviventes
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Na manhã de sol escaldante de terça-feira (11/08), o Torres del Limonar é uma montanha de escombros, com colchões, móveis e pertences aparecendo entre o concreto.
Sobre os destroços, estão equipes de resgate e voluntários. "Silêncio! Somos bombeiros. Se estiverem nos ouvindo, gritem ou façam qualquer barulho", ordenam as equipes de resgate em direção ao interior dos escombros.
A desesperada busca por sobreviventes na Colômbia: 'Cada vez que anunciam uma pessoa com vida, espero ser meu irmão'
