O servidor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Adripaulo Barros foi condenado pela Justiça Federal a um ano de reclusão por transfobia, em razão de uma discussão ocorrida em 2022 envolvendo a entrada de uma pessoa que se identifica como mulher trans no banheiro feminino da instituição.
A funcionária terceirizada que trabalhava na limpeza do local e também foi denunciada pelo Ministério Público Federal (MPF) acabou absolvida. A pessoa que se identificava como mulher trans, conforme o processo, apresentava características biológicas de um homem, apesar de estar vestida com saia e cropped.
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Barros, que ocupava o cargo de diretor administrativo da Central de Aulas, relatou que foi chamado para intervir depois que a funcionária questionou a presença de Odara Moraes no banheiro feminino. Ele pediu uma identificação que justificasse a utilização daquele espaço.
“Eu nunca ataquei ninguém. Nunca humilhei ninguém”, afirmou Barros. Segundo ele, sua intenção era preservar a segurança das mulheres que utilizavam o banheiro. “Apenas usei do bom senso: vi um rapaz e orientei pelo que me parecia correto, por preocupação com as meninas.”
Discussão sobre uso do banheiro feminino terminou em processo
Conforme o relato que consta no processo judicial, Odara afirmou que não precisava apresentar nenhum documento e elevou o tom da conversa. “Se acalma, moço”, respondeu o diretor da instituição.
