A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) apresentou ao Ministério Público Federal (MPF) uma representação para que seja investigada a atuação da primeira-dama Janja Lula da Silva em episódio envolvendo o Discord.
O documento questiona a manifestação feita por Janja na última quinta-feira, 6, no Palácio do Planalto, quando ela cobrou medidas contra a plataforma diante do caso de uma adolescente de 13 anos que teria sido induzida à automutilação e ao suicídio durante uma transmissão.
+ Entenda mais sobre Política em Oeste
A declaração ocorreu na presença do ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, e do advogado-geral da União, Jorge Messias. Janja pediu que fossem identificados “instrumentos” para viabilizar uma medida contra o Discord e questionou as autoridades sobre quais mecanismos poderiam ser utilizados.
Horas depois, a Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou que pretendia ajuizar uma ação civil pública contra a plataforma. Para Zanatta, a proximidade entre os acontecimentos exige esclarecimentos sobre a existência de eventual influência da primeira-dama em uma decisão de natureza institucional.
Deputada cita possível usurpação de função por Janja
Na representação, Zanatta afirma que a sequência dos fatos poderia indicar, em tese, o exercício de atribuição pública por uma pessoa sem cargo na administração federal. “A sequência cronológica dos fatos é elucidativa e não pode ser tratada como coincidência irrelevante”, diz um trecho do documento.
