O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou buscas contra Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão. O homem é apontado pela Polícia Federal (PF) como uma das fontes do jornalista Luís Pablo.
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A medida faz parte de uma investigação sobre a obtenção e a divulgação de informações relacionadas ao ministro Flávio Dino. Segundo a apuração, Cutrim teria enviado ao jornalista imagens e dados sobre veículos e empresas ligadas ao Tribunal de Justiça do Maranhão. A PF também identificou uma transferência de R$ 100 mil relacionada ao caso. O processo tramita sob sigilo.
Renan afirmou que a investigação pode afetar o sigilo de fonte. “O sigilo de fonte é base do jornalismo, é base da democracia”, declarou.
A Constituição Federal assegura o acesso à informação e o resguardo do sigilo da fonte quando necessário ao exercício profissional.
Investigação e reação de Renan Santos
A operação contra Cutrim ocorre meses depois de outra medida contra Luís Pablo. Em março, Moraes autorizou busca e apreensão contra o jornalista, que publicou reportagens sobre o uso de um veículo funcional do Tribunal de Justiça do Maranhão por Flávio Dino e familiares.
Na ocasião, agentes apreenderam celulares e computadores do jornalista.
