A mudança de recomendação do JPMorgan para o Brasil, de overweight para neutro, reflete um cenário de maior cautela para 2027, marcado pela perspectiva de crescimento mais fraco da economia, juros elevados e desafios fiscais.
A avaliação do banco também considera a deterioração do mercado de crédito e as incertezas eleitorais, fatores que podem aumentar a volatilidade dos ativos brasileiros.
O JPMorgan alterou sua recomendação para o Brasil, passando de overweight (acima do peso de referência) para neutro. A decisão reflete preocupações com o encerramento do ciclo de flexibilização monetária, a desaceleração da economia e a deterioração do mercado de crédito.
No CNN Money, a analista e editora de Economia, Lucinda Pinto, avaliou que a mudança representa, em grande medida, a oficialização de uma percepção que o próprio mercado já vinha incorporando aos preços dos ativos.
“O que o JP Morgan está fazendo, na verdade, é um pouco oficializar uma leitura que o próprio mercado já de alguma forma vem fazendo quando a gente olha para o comportamento dos preços”, afirmou.
Na prática, a recomendação neutra significa que os investidores devem manter o Brasil em suas carteiras de acordo com o peso que o país já possui em benchmarks de referência, como o MSCI. Antes, o JPMorgan defendia uma exposição superior a esse peso.
“Antes ele considerava que era importante, que valia a pena ter mais Brasil do que o benchmark determina.
