A campanha começa oficialmente na semana que vem com o mesmo cenário geral que se via no começo do ano: o eleitorado dividido entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) - com uma leve vantagem ao petista.
Pesquisa Quaest divulgada nesta semana apontou que 10% dos eleitores devem definir o voto apenas no dia de ir às urnas; e outros 10% só devem tomar uma decisão na semana anterior à data de votação.
É este grupo que vai definir as eleições: desinteressado pelo início de uma campanha onde predomina o mais do mesmo e à mercê do impoderável - que pode pegar as campanhas sem tempo hábil para reação.
Além das bases A campanha de Lula aposta em discursos mais curtos - ideias para distribuição em plataformas e redes sociais - e focados em realizações do atual governo (Lula III) para furar a bolha petista. A ideia é também jogar uma visão de futuro para o país: universialização do ensino em tempo integral, fim da escala 6×1 e maior dedicação para a segurança pública, com a recriação de um ministério para a área.
Voltando às bases Já com Flávio Bolsonaro, a campanha busca trazer os indecisos desgarrados nos maiores colégios eleitorais do país - como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) obteve vitórias nas eleições passadas. A aposta é no que empolga esse eleitorado: pauta anticorrupção e ações enérgicas na segurança pública.
