"Jornalistas no Front" revela os bastidores do jornalismo nas zonas de conflito
O México é considerado o país mais perigoso das Américas para jornalistas. Em meio à guerra entre cartéis de drogas, profissionais que trabalham na cobertura policial e de segurança convivem diariamente com ameaças, ataques, sequestros e assassinatos.
A violência contra a imprensa é um dos temas da série “Jornalistas no Front”, exibida pelo Fantástico, que acompanha o trabalho de repórteres em regiões de conflito. O primeiro episódio foi gravado no México e mostra como jornalistas precisam adaptar a rotina para continuar informando. Veja no vídeo acima.
Desde a década de 1980, o país convive com a violência provocada pela disputa territorial entre grupos ligados ao narcotráfico. Dezenas de cartéis surgiram e se fragmentaram ao longo das décadas, e algumas das regiões mais afetadas também estão entre as mais perigosas para quem trabalha com jornalismo.
'A exclusividade acabou'
Em Culiacán, capital do estado de Sinaloa, a equipe acompanhou o trabalho do jornalista mexicano Ernesto, que cobre ocorrências policiais e cenas de violência.
A rotina inclui acompanhar tiroteios, mortes e operações das forças de segurança. Em uma das ocorrências mostradas pela reportagem, jornalistas chegaram ao local antes da polícia e encontraram projéteis, veículos do Exército e uma rua interditada após um ataque que deixou mortos e feridos.
Diante dos riscos, profissionais de imprensa decidiram trabalhar em conjunto.
Sequestro, ameaças e atentados: os riscos enfrentados pela imprensa no país mais perigoso das Américas para jornalistas
