BALSAS - A Polícia Civil do Maranhão descartou a hipótese de transfobia na agressão contra a influenciadora digital trans Lea Reis, de 29 anos, ocorrida em um bar no município de Balsas, no sul do estado. Apesar de afastar a motivação de gênero, as autoridades agora apuram discursos de ódio e intolerância publicados contra a vítima nas redes sociais após a repercussão do ocorrido.
De acordo com a polícia, as imagens das câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas e o exame de corpo de delito confirmam que a influenciadora foi agredida. Contudo, as investigações apontam que a agressão física não teve relação direta com a identidade de gênero de Lea Reis.
Indiciamento por lesão corporal e a versão da defesa no caso Lea Reis
A delegada da Mulher, Ana Marisa Barbat, responsável pelo inquérito, informou que a servidora pública apontada como autora da agressão, Écilla Ahuad Miranda, de 37 anos, deve ser indiciada por lesão corporal.
A defesa de Écilla nega que o crime tenha sido motivado por transfobia, sustentando que ela não sabia que Lea era uma mulher trans. A advogada da servidora argumenta que houve um desentendimento mútuo em contexto de festa e que sua cliente também teria sido agredida por terceiros ao sair do local.
Écilla alegou anteriormente que reagiu após Lea apresentar um comportamento de natureza sexual inadequada em relação ao seu marido.
