A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) ignorou um pedido formal para suspender as operações da Voepass em 2020 e, posteriormente, puniu o inspetor que havia apresentado os alertas sobre falhas de segurança na companhia aérea.
A revelação foi publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo e ganhou repercussão dois anos depois do acidente que matou 62 pessoas em Vinhedo (SP), em agosto de 2024.
Anac: punição administrativa
Segundo a reportagem, o ex-inspetor da Anac apontou problemas relacionados ao controle de segurança de peças da MAP Linhas Aéreas, empresa que já operava de forma integrada com a Passaredo, que seria rebatizada como Voepass.
O servidor defendia que a situação representava risco suficiente para justificar a suspensão das atividades da empresa. Apesar dos alertas, a Anac não acolheu a recomendação e permitiu que a companhia continuasse operando. Anos depois, o inspetor acabou punido administrativamente pela própria agência.
Leia também: “Imprudência no ar”, reportagem publicada na Edição 256 da Revista Oeste
O jornal informou que os documentos mostram divergências internas sobre a condução da fiscalização e sobre a gravidade das irregularidades apontadas. O caso levanta questionamentos sobre a atuação da agência reguladora diante de denúncias relacionadas à segurança operacional da empresa.
