O jantar que reuniu o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), gerou repercussão ao se tornar público, surpreendendo até mesmo analistas mais céticos em relação às ações de determinadas figuras da Corte. A analista Thais Herédia avaliou o episódio, durante a quarta edição do WW Talks, realizada nesta terça-feira (11), e destacou que o encontro representa um avanço significativo no que ela classificou como “atropelo institucional”.
Segundo Herédia, o problema central não está apenas na mistura de papéis entre os representantes dos Poderes, algo que já havia sido observado em outros momentos, mas na profundidade dessa configuração específica. “O problema, além dessa mistura de papéis, que a gente já viu em outros momentos, mas não com essa configuração mais profunda, é qual é o pacto que sai de lá”, afirmou a jornalista.
Para ela, a questão mais grave é a natureza dos acordos que podem emergir desse tipo de encontro, especialmente aqueles voltados para a manutenção de uma espécie de equilíbrio institucional entre os envolvidos. Herédia citou ainda informações de que políticos ligados a escândalos do Centrão teriam sido avisados por ministros para evitar determinadas aproximações, de modo a não intensificar pressões políticas.
