O governo Luiz Inácio Lula da Silva nomeou 28 integrantes para conselhos de administração de estatais federais em abril e maio. Entre os escolhidos estão assessores de ministros e pessoas ligadas a integrantes da gestão petista. Outros 61 cargos continuam vagos.
Os conselheiros recebem valores adicionais pela participação nas reuniões das empresas. Em maio, Guilherme Mello, secretário-executivo do Ministério do Planejamento, recebeu R$ 30,9 mil pelos cargos que ocupa nos conselhos da Petrobras e do BNDES.
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Mello recebeu R$ 22 mil da Petrobras e R$ 8.822,93 do BNDES. Com o salário de R$ 33,17 mil como secretário, a remuneração líquida chegou a R$ 64 mil no mês.
Indicações alcançam aliados do governo
Fabio Terra, chefe de gabinete do ministro da Fazenda, Dario Durigan, passou a integrar o conselho da Petrobras. Em maio, recebeu R$ 17 mil pela função.
Na Companhia Docas do Pará, Wilson Eurico Nobre da Silva foi indicado pelo Ministério de Portos e Aeroportos. Filiado ao Republicanos, ele disputou uma vaga na Câmara em 2018 e trabalhou como assessor de um deputado da legenda.
Daniel Cabaleiro Saldanha também entrou na lista. Indicado pelo Ministério de Minas e Energia para o conselho da PPSA, ele foi secretário estadual quando Alexandre Silveira ocupava a Secretaria de Saúde de Minas Gerais. Cabaleiro também integrou o conselho fiscal da Petrobras por indicação do ministro.
