Quem vai decidir a eleição só vai decidir nas últimas horas antes das eleições. E o que isto significa? Um enorme grau de imprevisibilidade sobre o resultado final.
A rigor o que as pesquisas indicam há meses continua no mesmo patamar, o que elas indicam é uma clara divisão do eleitorado em praticamente duas metades, com uma vantagem numérica a favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na ordem de uns quatro pontos.
Essa situação perdura há meses. Assim com a constatação, a partir dos mesmos levantamentos, que a parcela decisiva nas eleições é pequena. São os chamados independentes.
O que se revela agora, nas pesquisas, é que esse grupo decisivo só vai formar seu voto nos últimos dias antes da votação. Talvez mesmo só no próprio dia da eleição.
Há fatores amplos e estruturais ajudando ou prejudicando um lado e o outro. Os principais continuam também os mesmos: segurança pública, corrupção, custo de vida.
Até aqui os envolvimentos de um lado e outro neste ou naquele escândalo não se revelaram decisivos, pelo menos considerando os dados dos quais dispomos, que são os levantamentos de intenção de voto.
Porém, quando um grupo numericamente pequeno de eleitores é o grupo definidor da votação, e esse grupo só pretende indicar seu favorito faltando muito pouco, aumenta a possibilidade de que acontecimentos imprevistos joguem a eleição para um lado ou para o outro.
Em outras palavras, é uma eleição à mercê do imponderável.
