O terremoto representa um dos primeiros grandes desafios para o novo presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella. Ele assumiu o cargo na semana passada, após ser eleito prometendo combater com firmeza grupos criminosos e militantes de esquerda no país.
Em seu discurso de posse, ele ridicularizou os esforços de pacificação de governos anteriores, declarando que a “opção pelo diálogo está completamente esgotada”.
Esperava-se que a primeira semana de mandato de De la Espriella fosse dedicada a essa agenda de segurança. Criminosos mataram um policial no norte da Colômbia usando drones com explosivos menos de 24 horas após a posse de De la Espriella. No dia seguinte, seu governo divulgou um vídeo mostrando a transferência de 117 detentos de alta periculosidade para diferentes presídios de segurança máxima.
“Um país sem segurança não tem nada, e vamos recuperá-la com mão de ferro”, disse De la Espriella no vídeo.
Pouco antes da ocorrência do terremoto, a BBC noticiou que o governo de De la Espriella havia realizado uma operação para eliminar o suposto líder de um grupo militante de esquerda.
O terremoto pode servir como um teste tanto para a estratégia de combate ao crime de De la Espriella quanto para sua capacidade de gestão de desastres. O epicentro do tremor foi em Chocó, uma das regiões menos desenvolvidas da Colômbia e um importante foco de atividades criminosas e militantes.
