A polêmica da “taxa das blusinhas” volta aos holofotes com a instauração de uma comissão mista no Congresso Nacional para debater a MP (medida provisória) que alterou a medida, prevista para esta quarta-feira (12).
A novela mexeu com consumidores ao longo dos últimos anos, com a implementação e retirada do tributo, em meio aos debates entre varejistas brasileiras e internacionais.
O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT), apontou o setor varejista brasileiro pela retomada da chamada “taxa das blusinhas”, que acabava com a isenção para remessas internacionais até US$ 50.
Em entrevista à CNN Brasil nesta segunda-feira (10), Haddad afirmou que a volta do tributo foi um pedido do varejo, e que a medida não partiu do governo federal.
“O presidente Lula não queria cobrar (a “taxa das blusinhas”). Quem introduziu foi o Congresso Nacional. O presidente Lula não queria e ainda falou: ‘Vou vetar se vocês aprovarem””, disse o ex-ministro.
“Qual o objetivo disso? Não era arrecadatório. Era um pedido do varejo nacional para equilibrar o que é vendido numa loja e o que vem de fora. Não tem nada a ver comigo”, complementou.
À CNN Brasil, representantes do setor varejista reforçaram a importância da retomada da “taxa das blusinhas”, classificando a medida como “importante ferramenta de isonomia tributária entre as empresas nacionais e as estrangeiras”.
