Uma missão ousada para resgatar um dos observatórios espaciais cruciais da Nasa da queda na Terra encontrou seus próprios problemas, mas ainda pode haver esperança de que ambas as espaçonaves superem as adversidades.
O Observatório Neil Gehrels Swift tem servido como uma ferramenta multifuncional de astrofísica em órbita baixa da Terra desde o seu lançamento, há quase 22 anos, atuando como a primeira resposta da Nasa no espaço quando objetos celestes apresentam atividade intensa, de acordo com os cientistas da missão.
Mas o arrasto atmosférico, intensificado pela atividade solar, exerceu sua força sobre o observatório. Sem qualquer intervenção, é provável que o Swift reentre na atmosfera do nosso planeta neste outono, assim que atingir uma altitude inferior à ideal de cerca de 300 quilômetros (185 milhas) acima da Terra, de acordo com as previsões da Nasa.
A agência selecionou a Katalyst Space Technologies, sediada no Arizona, para projetar, construir, testar e lançar, tudo em apenas nove meses, uma espaçonave capaz de se encontrar com o foguete Swift e impulsionar sua órbita.
O satélite robótico, chamado LINK, foi lançado em 3 de julho. Ele decolou a bordo de um foguete Pegasus XL da Northrop Grumman, que foi liberado no ar pela aeronave L-1011 modificada da empresa, a Stargazer.
