Os efeitos do El Niño começaram a ser sentidos no Brasil no mês de julho e permanecem em agosto. A Climatempo alerta que o fenômeno já pode ser considerado de forte intensidade e deve aumentar ainda mais nos próximos meses, podendo ser o mais severo já observado desde 1950, há 76 anos.
A última atualização da situação do oceano Pacífico Equatorial divulgada pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), dos Estados Unidos, nessa segunda-feira (10), considerou que todos os critérios técnicos para a existência de El Niño continuam sendo observados.
A principal mudança que configura o fenômeno está na temperatura da água na porção central e leste do Oceano Pacífico Equatorial, ao largo da costa do Peru e do Equador.
Segundo a Climatempo, para que exista um El Niño, a anomlia média da temperatura da superfície da água do mar nessa região deve ficar pelo menos 0,5°C acima da média normal por pelo menos cinco meses consecutivos. Na última avaliação da NOAA, esta anomalia da temperatura da água do mar estava em 1,8°C positiva.
El Niño muito forte?
A ideia de um El Niño forte a muito forte continua ganhando força. As previsões indicam que o auge do fenômeno deve acontecer entre meados da primavera e o começo do verão 2026/2027.
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De acordo com a NOAA, há 81% de chance de o El Niño ser muito forte.
